Estudo alerta para contaminantes na carne de cação e pede cautela no consumo
Um estudo conduzido pela Sea Shepherd Brasil em parceria com universidades brasileiras acendeu um alerta sobre o consumo de cação, nome comercial usado para diferentes espécies de tubarões no país. A pesquisa encontrou níveis elevados de contaminantes na carne analisada e recomenda evitar esse alimento por riscos à saúde e ao equilíbrio ambiental.
Segundo os autores, o problema não se limita à presença de substâncias potencialmente nocivas ao organismo. Ao comprar cação, o consumidor muitas vezes não sabe exatamente qual espécie está levando para casa, o que dificulta a rastreabilidade e abre espaço para a exploração de tubarões ameaçados ou capturados de forma inadequada.
O estudo também reforça um ponto conhecido por especialistas em conservação marinha: a demanda por produtos vendidos como cação ajuda a sustentar a pesca de tubarões, animais essenciais para a saúde dos oceanos. Como predadores de topo, eles mantêm o equilíbrio de cadeias alimentares e influenciam a biodiversidade marinha.
Na prática, a recomendação dos pesquisadores é clara: reduzir ou eliminar o consumo de cação é uma medida de precaução para quem pensa na própria saúde e, ao mesmo tempo, uma forma de diminuir a pressão sobre espécies já vulneráveis. Em um cenário de maior atenção à alimentação e à origem dos pescados, a transparência no prato se torna parte da discussão sobre mobilidade urbana, consumo e sustentabilidade nas cidades.