Kew digitaliza herbário com 7,4 milhões de amostras e amplia acesso global
O Royal Botanic Gardens, em Kew, no Reino Unido, está levando para o ambiente digital um dos maiores herbários do planeta, com 7,4 milhões de amostras. A iniciativa pretende abrir o acervo a pesquisadores, estudantes e instituições de diferentes países, reduzindo barreiras de acesso a registros científicos acumulados ao longo de décadas.
Além de preservar imagens e dados das peças, o processo usa inteligência artificial para organizar informações, acelerar a catalogação e tornar a busca mais eficiente. Na prática, isso significa que detalhes antes restritos ao trabalho presencial em coleção física passam a ser consultados com mais rapidez e em escala muito maior.
O impacto vai além da modernização de arquivos. Um herbário desse porte reúne evidências sobre distribuição de espécies, mudanças ambientais e ocorrência de plantas ao longo do tempo, informações essenciais para entender o avanço da perda de biodiversidade e apoiar políticas de conservação.
Ao digitalizar o acervo, Kew também ajuda a proteger um patrimônio científico de valor global contra riscos como desgaste natural, manuseio frequente e limitações logísticas. O projeto reforça uma tendência cada vez mais importante na ciência: combinar memória histórica, tecnologia e cooperação internacional para enfrentar os desafios ambientais do presente.